A JUVENTUDE QUE CULTIVA A TRADIÇÃO DAS CAVALGADAS

A graciosa Laura Fernandes Aquino Santos na tradicional cavalgada de Bernardo Sayão, um retrato da força e do charme da nova geração que preserva as tradições no Tocantins.

Com apenas 15 anos e esbanjando carisma, Laura divide sua rotina social com os estudos no Ensino Médio integrado ao Curso Técnico em Agropecuária, na Escola Família Agrícola Zé de Deus, em Colinas do Tocantins.

A instituição, aliás, é destaque no cenário regional por formar novos talentos por meio da Pedagogia da Alternância. O método dinâmico faz com que os alunos intercalem períodos de imersão teórica no colégio com fases práticas nas propriedades rurais da região, em sua maioria de pequenos agricultores familiares.

Com uma juventude tão enraizada e sintonizada com o campo, o futuro do agronegócio ganha mais força. Tim-Tim!

A história das primeiras cavalgadas é contada por Bernardino Pereira Filho, que relembra a trajetória dos amigos Marim Paulo Alves Guimarães, Ronan Araújo Filho, João Halun, José Manoel Junqueira de Souza e Bill Renato Barsch. Eles foram os primeiros cavaleiros dessa tradição que começou em junho de 1989, com o objetivo de promover a confraternização entre os produtores rurais da região.

A primeira edição contou com 286 participantes em um desfile que saiu da chácara de José Ricardo Bezerra, na Fazenda Modelo, seguiu até o Parque de Exposição e retornou para um grande almoço no tatersal da JM Leilões, dos irmãos José Manoel e Fernando Junqueira de Sousa. O trajeto foi marcado pela união de todos os cavaleiros, que usavam o mesmo chapéu Panamá branco. Com o passar do tempo, o evento cresceu, tornou-se a maior cavalgada do mundo e serviu de referência para que outros municípios adotassem a prática, consolidando o desfile no calendário cultural de todo o Tocantins.