Pela primeira vez na história, uma produção audiovisual do Tocantins chega à disputa do Prêmio Grande Otelo, a honraria mais importante do cinema nacional. O documentário intitulado ‘Da Aldeia à Universidade’ foi selecionado pela Academia Brasileira de Cinema para o primeiro turno da premiação de 2026, estabelecendo um marco inédito para a cultura do estado.
O filme mergulha na trajetória de jovens indígenas que deixam seus territórios de origem para enfrentar os desafios do ensino superior. Com direção assinada por Leandro de Alcântara e Túlio de Melo, além da colaboração fundamental de Romário Srowasde Xerente na assistência de direção, a obra apresenta um retrato sensível sobre identidade, resistência e os contrastes entre a tradição das aldeias e o ambiente acadêmico.
Desde sua estreia em 2025, o documentário faz uma trajetória de sucesso e se tornou um fenômeno em festivais de cinema. A obra já soma 37 seleções oficiais e 14 prêmios conquistados, incluindo passagens de destaque pelo tradicional Festival de Gramado. O reconhecimento da crítica e do público culmina agora nesta indicação histórica, que coloca o Tocantins definitivamente no mapa da cinematografia brasileira de elite.
A realização do projeto foi viabilizada pelo Governo do Estado por meio da Secretaria da Cultura (Secult), utilizando recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG). Para o secretário Adolfo Bezerra, a indicação é o resultado direto de políticas públicas que acreditam no talento regional. O gestor pontuou que é um orgulho ver as histórias do estado ganhando o país e mostrando que o investimento na cultura tocantinense gera frutos de relevância nacional.
Túlio de Melo, um dos diretores, descreve a indicação como um passo fundamental para todos os profissionais do setor no estado. O cineasta destacou que estar entre os indicados da Academia é algo grandioso e que esta não é apenas uma vitória do filme, mas de todo o audiovisual do Tocantins, que comprova sua força e qualidade técnica.
A obra, produzida e distribuída pela GBM Filmes, segue agora na disputa pelo troféu e reafirma o poder das narrativas que dão voz aos povos originários.




