O OFÍCIO DAS QUEBRADEIRAS DE COCO BABAÇU É RECONHECIDO COMO MANIFESTAÇÃO DA CULTURA NACIONAL.

O trabalho das quebradeiras de coco babaçu virou patrimônio cultural oficial do país por meio da Lei nº 15.431. O decreto saiu no Diário Oficial da União em 11 de junho para Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará. A legislação protege um conhecimento repassado de mãe para filha. A prática é a união da ecologia, renda familiar e ancestralidade regional.

O Tocantins desponta no cenário nacional da coleta do fruto. Na área do Bico do Papagaio, o extrativismo garante o sustento local. Mulheres lideram e protegem essa herança viva. O que é recolhido abastece os ateliês locais. Da casca e das folhas nascem biojoias, móveis e adornos variados. O gestor da pasta da Cultura, Adolfo Bezerra, celebrou o título legal. Ele destacou que o ganho fortalece as trabalhadoras e o comércio regional. A profissão preserva memórias e o vínculo com a terra. A secretaria validou o empenho em resguardar o fazer popular.

A SecutTo auxilia as profissionais com inscrições no plano federal de artesanato. O registro garante a identificação de trabalhador autônomo. O cartão abre portas para benefícios governamentais e verbas de fomento. A inscrição permite expor produtos em mostras pelo país. O processo ajuda a expandir o mercado e divulga a arte tocantinense. A equipe participou do mutirão Defensoria nos Babaçuais na cidade de Augustinópolis. O grupo localizou 40 coletoras para providenciar a documentação profissional. O amparo legal deve impulsionar o setor produtivo. A meta é atrair investimentos públicos e consolidar o turismo cultural regional.

Fotos: Marcelo Rodrigues I Flaviana OX I Kadu Souza I Governo do Tocantins