A mudança não é apenas estrutural, mas uma exigência da Igreja Católica. Segundo Zulmira Cardoso, presidente da associação, uma atualização na legislação eclesiástica em 2016 determinou que candidatos à canonização não podem permanecer sepultados no presbitério (área do altar). "Precisamos realizar o translado para um ambiente adequado e permitir que o processo siga os trâmites oficiais", explica Zulmira.
Um legado que atravessa fronteiras. Desde o seu falecimento, em agosto de 1980, o túmulo do Padre Luso tornou-se um ponto de peregrinação. Fiéis de todo o Brasil visitam Porto Nacional para prestar homenagens e buscar intercessões. Atualmente, o processo de beatificação está em uma fase minuciosa: a comissão histórica. Relatos e documentos estão sendo colhidos em cidades como Belo Horizonte, Brasília, Goiânia e Uberaba, onde testemunhas que conviveram com o padre ajudam a comprovar suas virtudes em vida.
A nova Sala de Visitação já está aprovada e prevê uma construção adjacente à igreja, com acesso lateral independente. Este será o destino final dos restos mortais após a exumação, que será coordenada por uma equipe especializada liderada pelo Dr. Paolo Vilota, postulador da causa.
No entanto, para que o translado ocorra, a sala precisa estar pronta. Por isso, a associação convoca a comunidade para colaborar. "O primeiro passo agora é a obra. Estamos buscando sócios e doadores que possam nos ajudar tanto na construção quanto na aquisição da urna oficial", reforça a presidente da associação.
A iniciativa é um convite para que os moradores de Porto Nacional e devotos de outras regiões participem ativamente da preservação da memória e do legado espiritual do "Servo de Deus" Padre Luso.




