Fundada em 1951 pelo médico Jairo Ramos, a AMB é uma entidade civil sem fins lucrativos, de atuação nacional, com a missão de defender a dignidade da profissão médica e promover uma assistência de qualidade à população brasileira.
Atualmente, a instituição reúne 54 sociedades de especialidades médicas reconhecidas, 27 associações médicas estaduais e cerca de 396 associações regionais, formando um dos maiores sistemas associativos médicos da América Latina.
Ao longo de sete décadas e meia, a AMB consolidou-se como referência técnica e científica, com atuação destacada na certificação de especialistas, na elaboração de diretrizes clínicas baseadas em evidências e na promoção da educação médica continuada.
“A AMB nasceu com o propósito de unir a Medicina brasileira em torno da ciência, da ética e do compromisso social. Setenta e cinco anos depois, essa missão permanece a mesma, em um cenário de desafios mais complexos e de crescente responsabilidade institucional”, afirma o presidente da entidade, Dr. César Eduardo Fernandes.
- Produção científica, diretrizes clínicas e certificação profissional
A AMB coordena uma das maiores iniciativas de elaboração de diretrizes clínicas baseadas em evidências no país. Desde 2000, mantém um programa estruturado de desenvolvimento de protocolos assistenciais, que já resultou na publicação de mais de 300 diretrizes, elaboradas com a participação das sociedades de especialidades.
A entidade também atua, desde a década de 1950, na certificação de especialistas, com critérios rigorosos de avaliação teórica e prática, contribuindo para a padronização e qualificação da formação profissional no Brasil.
“A certificação e a produção de diretrizes são instrumentos centrais para assegurar a qualidade da assistência médica. A AMB tem o compromisso histórico com uma Medicina segura, baseada em evidências e centrada no paciente”, destaca Fernandes.
- Educação médica continuada e formação profissional
A Associação mantém programas estruturados de educação médica continuada, com iniciativas voltadas tanto à formação do médico generalista quanto à atualização profissional. Em parceria com sociedades de especialidades e entidades federadas, promove centenas de eventos científicos, jornadas e cursos ao longo do ano, além de ser responsável pela organização do Congresso Brasileiro de Medicina Geral.
“Investir em educação médica continuada é investir diretamente na qualidade do cuidado oferecido à população. Garantir acesso permanente à atualização científica é uma prioridade da AMB”, afirma o presidente.
- Atuação institucional e políticas públicas
Nos últimos anos, a AMB ampliou sua atuação institucional junto ao Congresso Nacional, aos Ministérios da Saúde e da Educação, às agências reguladoras e aos conselhos profissionais. A entidade tem participado ativamente de debates relacionados à abertura de escolas médicas, avaliação da formação, regulação do exercício profissional e políticas públicas de saúde.
A Associação também integra iniciativas estratégicas como o estudo Demografia Médica no Brasil, desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo, o Ministério da Saúde e organismos internacionais, fornecendo subsídios técnicos para o planejamento do sistema de saúde.
“O Brasil enfrenta desafios importantes na formação médica. Defender critérios técnicos e a qualidade do ensino é uma agenda permanente da AMB, sempre em benefício da sociedade”, reforça Fernandes.
- Governança financeira e sustentabilidade institucional
Sob a gestão do presidente César Eduardo Fernandes, a AMB implementou um processo consistente de reorganização administrativa, racionalização de despesas e fortalecimento da governança financeira, com foco na sustentabilidade institucional e na eficiência da gestão dos recursos.
A administração priorizou transparência, planejamento orçamentário, modernização de processos e equilíbrio entre investimentos estratégicos e responsabilidade fiscal, garantindo estabilidade financeira e ampliando a capacidade de atuação da entidade.
“Equilibrar as finanças foi essencial para assegurar a perenidade da AMB, ampliar investimentos em educação, ciência e comunicação e preparar a instituição para os desafios futuros da Medicina brasileira”, afirma o presidente.
- Atuação durante a pandemia: CEM COVID
Durante a pandemia de COVID-19, a AMB teve papel central na resposta médica à crise sanitária, com a criação do Comitê Extraordinário de Monitoramento da COVID-19 (CEM COVID). O comitê reuniu especialistas de diversas áreas para acompanhar evidências científicas, elaborar posicionamentos técnicos, orientar profissionais de saúde e subsidiar autoridades públicas.
A iniciativa consolidou a AMB como uma das principais referências técnicas nacionais durante a pandemia e resultou na publicação do livro Brasil CEM COVID, que registra a experiência e os aprendizados do período.
- Telemedicina e transformação digital
A AMB também teve atuação decisiva na implantação e consolidação da telemedicina no Brasil, especialmente durante a pandemia, contribuindo com orientações técnicas, éticas e diálogo com órgãos reguladores para viabilizar o atendimento remoto com segurança e qualidade.
“A telemedicina mostrou-se essencial para ampliar o acesso da população à assistência médica, garantir a continuidade do cuidado e proteger pacientes e profissionais em um momento crítico — e segue sendo uma ferramenta estratégica para o futuro”, destaca Fernandes.
Entre 2020 e 2023, estima-se que mais de 30 milhões de teleconsultas tenham sido realizadas no país, impulsionando a transformação digital da saúde e reduzindo barreiras geográficas no acesso ao atendimento médico.
- Núcleos, comissões e produção técnica
A AMB mantém uma estrutura ampla de núcleos, comissões e grupos técnicos responsáveis por aprofundar debates científicos, éticos, educacionais e institucionais, além de subsidiar posicionamentos oficiais e propostas regulatórias.
Esses colegiados reúnem especialistas de diferentes áreas e contribuem diretamente para a formulação de políticas públicas e para o fortalecimento da Medicina baseada em evidências.
“Os núcleos e comissões representam a inteligência técnica da AMB, reunindo conhecimento científico, experiência clínica e visão institucional para qualificar decisões e o debate público”, afirma o presidente.
Entre as iniciativas criadas estão o Núcleo de Atuação Parlamentar, a Comissão de Saúde Digital, a Comissão Nacional do Médico Jovem, a Comissão Nacional em Defesa dos Direitos no Trabalho da Mulher Médica, a Comissão Nacional de Equidade, Diversidade e Inclusão, além do programa Mulheres Médicas. A relação completa está disponível no site da AMB (http://www.amb.org.br/nucleos).
Nos últimos anos, a AMB intensificou investimentos em transformação digital, modernização de processos, governança institucional e comunicação estratégica, ampliando sua presença no debate público e fortalecendo sua articulação nacional e internacional.
“Celebrar 75 anos é reafirmar nosso compromisso como uma instituição técnica, independente e voltada ao interesse público. A AMB seguirá contribuindo com evidências, propostas e diálogo institucional para o fortalecimento da Medicina brasileira”, conclui Fernandes.



