Coordenado pela Act Arte, o livro Pinacoteca de São Paulo — 120 anos chega, ainda em janeiro, a livrarias e venda online no https://actarte.com. Reunindo aproximadamente 250 obras emblemáticas de seu acervo, a publicação articula diferentes tempos e narrativas, aproximando nomes centrais da arte brasileira, como Almeida Júnior e Tarsila do Amaral, a artistas contemporâneos como Dalton Paula e Alice Yura.
Após a primeira edição, lançada em 2025 e distribuída gratuitamente, o título retorna agora em uma versão que conta com capa inédita, apresentando detalhes da obra Canudos não se rendeu (2021), pintura monumental de Luiz Zerbini incorporada recentemente ao acervo do museu. A escolha da obra de Zerbini para a capa reforça o diálogo entre história e contemporaneidade, tema que atravessa não somente a publicação, mas também o legado da própria Pinacoteca de São Paulo.
Organizado por Jochen Volz e Ana Maria Maia, o volume conta com ensaios de Djamila Ribeiro, Clarissa Ximenes, Paula Zasnicoff, Renato Menezes, entre outros curadores e
pesquisadores da Pinacoteca, que analisam criticamente o acervo, a arquitetura e os programas públicos da instituição, evidenciando o papel da Pinacoteca como espaço de reflexão, formação e debate.
Com projeto gráfico assinado por Felipe Chodin e edição de Marina Dias Teixeira e Yasmin Abdalla, a publicação de 400 páginas percorre, em organização alfabética, as múltiplas dimensões do museu — da Pina Luz à Pina Contemporânea. Para Jochen Volz, Diretor-geral da instituição, “a Pinacoteca entende a arte como uma ferramenta de transformação social e educação. Não separada da vida cotidiana, ela nos ajuda a compreender o mundo, ampliar percepções e exercitar o olhar atento para o outro”.
Disponível ao público, o livro é uma obra de referência sobre uma instituição em permanente movimento, capaz de tensionar passado e presente e de se reinventar a partir das urgências do seu tempo.
Djamila Ribeiro, no posfácio em que reflete sobre os próximos 120 anos, complementa: “Pluralidade é o coração que move a Pinacoteca como um princípio estruturante, que redefine curadorias, públicos, programas educativos, acervo e modos de presença no território onde está localizada”, visão que reforça o papel educativo e inclusivo da instituição.
Fernando Ticoulat, diretor executivo da Act Arte, destaca: "É um projeto que sintetiza rigor editorial e pesquisa de fôlego desenvolvidos pela Act Arte, à altura de uma instituição que segue ampliando seu papel público e sua relevância no país".
A publicação é uma realização da Pinacoteca de São Paulo, com apoio institucional do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.



