MAIS DE 170 CASOS DE VIOLÊNCIA. BANCO VERMELHO EM FILADÉLFIA É UM CHAMADO À REFLEXÃO E AO FIM DO SILÊNCIO.

A iniciativa do Judiciário tocantinense busca romper o silêncio e enfrentar a subnotificação, visto que apenas 23% das vítimas solicitaram medidas protetivas no último ano. A coordenadora da Cevid -Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, juíza Cirlene Maria Assis, destacou que o banco é apenas o início de um trabalho contínuo: "Hoje entregamos o banco, mas o nosso trabalho continua. Seguiremos ao lado da rede de proteção, apoiando ações, fortalecendo políticas públicas e ampliando a conscientização das mulheres sobre os seus direitos".

Segundo dados da Cevid, a iniciativa busca enfrentar a subnotificação, visto que, em 2025, apenas 26 das 112 mulheres registradas solicitaram medidas protetivas de urgência. Outro ponto relevante é a subnotificação de casos mais graves. Apesar do registro de um feminicídio consumado em 2025, não há estatística desde 2021, o que pode indicar a invisibilidade de situações de alto risco. A baixa procura por ajuda está associada a fatores como medo, dependência econômica e ausência de conhecimento; embora o instrumento legal exista, a falta de registro compromete a efetividade da resposta do Estado.

A presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, enfatizou o papel social da iniciativa: “Promover ações que fortalecem direitos e levam a Justiça para mais perto das pessoas é a essência do nosso trabalho”. A coordenadora da Cevid, juíza Cirlene Assis também apresentou o Programa de Proteção, Acolhimento Humanizado e Solidário às Mulheres (PAHS), relembrando o convite à colaboração local: “Queremos trabalhar em parceria com vocês. O que queremos é dar visibilidade às nossas pautas, prevenção e mulheres mais protegidas”.

Para fortalecer as ações de prevenção e enfrentamento à violência, durante a programação do JUS em Ação, o Tribunal de Justiça do Tocantins e a Prefeitura de Filadélfia formalizaram a parceria para implantação do projeto com a assinatura do Termo de Cooperação do Banco Vermelho.

Além do símbolo físico, o projeto promoveu ações educativas com estudantes e o fortalecimento da rede de proteção local. A ação destaca o compromisso institucional com o combate ao feminicídio e a conscientização sobre novos riscos, como os crimes digitais, incentivando a vigilância e a denúncia imediata.

Não se cale! Denuncie. Há uma rede de proteção feita para te ajudar

Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um serviço de utilidade pública essencial para o enfrentamento à violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O Ligue 180 presta os seguintes atendimentos:

Orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento (Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.;

Informações sobre a localidade dos serviços especializados da rede de atendimento;

Registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes;

Registro de reclamações e elogios sobre os atendimentos prestados pelos serviços da rede de atendimento.

É POSSÍVEL FAZER A LIGAÇÃO DE QUALQUER LUGAR DO BRASIL OU ACIONAR O CANAL VIA CHAT NO WHATSAPP (61) 9610-0180. EM CASOS DE EMERGÊNCIA, DEVE SER ACIONADA A POLÍCIA MILITAR, POR MEIO DO 190.