Uma festa bonita, o casamento comunitário deu um presente especial para todos da família que é a segurança. Para muitas dessas mulheres, o documento na mão significa o fim da "invisibilidade". Agora, a união que já existia dentro de casa passa a ter o amparo da lei, garantindo proteção para os filhos e estabilidade para o futuro do casal.
As histórias são emocionantes e vão desde a jovem Bianca, de 19 anos, que encontrou o amor na internet e casou em três meses, até dona Maria de Lourdes, de 72 anos, que sabe que nunca é tarde para recomeçar. Ela, que já tinha dez filhos e estava sozinha há tempos, encontrou no vizinho, o senhor Joaquim, o parceiro ideal para os dias de "a dois" que vive hoje.
Para Lívia Viana, o momento foi de "fazer as pazes com a consciência". Depois de 15 anos vivendo junto com Fábio e criando três filhos, ela realizou o desejo de casar diante de Deus e dos homens. Já Maria de Nazaré, que começou o namoro ainda nos tempos de escola, viu no mutirão a chance que faltava para realizar o sonho que o dinheiro não permitia antes.
A desembargadora Ângela Prudente, que coordenou o evento, não escondeu a emoção ao ver o auditório lotado de famílias. Segundo ela, o casamento é o símbolo máximo de inclusão, garantindo que o direito de ter uma família protegida seja para todos. “Este casamento é o símbolo máximo de inclusão. Ele retira da invisibilidade o sentimento mais nobre, garantindo que o direito de constituir uma família seja pleno e protegido pelo Estado”, declarou a desembargadora em discurso, no encerramento da celebração, no qual disse ter se emocionado por ver o “brilho nos olhos” dos casais. “Vocês não estão apenas mudando o estado civil. Estão reafirmando compromisso de parceria, de cuidado e de lealdade perante a vida de vocês, dos familiares e da sociedade”, destacou Ângela Prudente.
O momento foi especial e muito prestigiado. A mesa de honra que acompanhou a celebração contou com a presença da juíza vice-coordenadora do comitê, Rosa Maria Gazire Rossi; o diretor do Foro local, Fabiano Ribeiro; o coordenador do Cejusc, Deusamar Alves Bezerra; a representante da Asmeto, Julianne Freire Marques; o defensor público Lauro Simões de Castro Bisnetto; e o representante da OAB-Araguaína, Marcos Paulo Goulart Machado.
Completaram o dispositivo de honra a secretária da Mulher e celebrante, Suzana Salazar, representando o prefeito Vagner Rodrigues; o oficial de registro Rodrigo Signori Grigolin; os juízes de paz Elizabeth Rodrigues Vera e Edison Sousa; além da ouvidora do TRE-TO, juíza Edssandra Barbosa. Viva os recém-casados. Tim-Tim! Fotos: Elias Oliveira I Cecom I TJTO




