No entanto, ao longo do tempo, essa essência foi sendo distorcida. Em muitos cenários — e o Tocantins não está imune a isso — a política passou a ser tratada como um investimento. E um investimento alto. Temos visto pré-candidatos, em especial a Deputado Federal, com campanhas milionárias, e cifras que, muitas vezes, não encontram qualquer lógica quando comparadas ao retorno legal de um mandato.
É inevitável fazer a pergunta: o que justifica um candidato investir 50 milhões de reais para ocupar um cargo cujo rendimento em salários, ao longo de quatro anos, gira em torno de 2,4 milhões? A conta, objetivamente, não fecha. E quando ela não fecha no papel, abre espaço para fechar de outras formas — quase sempre à custa do interesse público.
Esse é o ponto crítico.
Quando a política deixa de ser vocação e passa a ser negócio, o mandato perde seu propósito. Em vez de representar o povo, passa a atender interesses. Em vez de cuidar dos recursos públicos, passa a administrá-los com lógica privada. Em vez de construir soluções, passa a alimentar sistemas de troca, favores e dependência.
Essa é a chamada “velha política”. Uma política marcada por acordos obscuros, pela compra de apoio e pela desconexão com as reais necessidades da população.
Romper com esse modelo não é apenas uma escolha — é uma necessidade urgente.
O Tocantins vive um momento em que a sociedade está mais atenta, mais crítica e menos tolerante com práticas que, até pouco tempo, eram vistas como “normais”. Há um desejo claro por transparência, por responsabilidade e, acima de tudo, por coerência entre discurso e prática.
E é nesse ponto que ressurge o verdadeiro sentido da política.
Política é serviço.
É entrar na vida pública com o compromisso de representar, de proteger e de transformar. É entender que o recurso público não é extensão de interesse pessoal, mas um instrumento coletivo que deve ser tratado com respeito absoluto.
Fazer política de forma limpa não é utopia.
É decisão.
Decisão de não negociar princípios.
Decisão de não compactuar com práticas erradas.
Decisão de colocar o interesse da população acima de qualquer projeto individual.
A mudança que o Tocantins precisa não virá apenas de novas pessoas, mas de novas posturas. De líderes que compreendam que mandato não é prêmio, é responsabilidade. Que poder não é privilégio, é dever.
Porque, no final, a conta sempre chega.
E quando a política é feita de forma errada, quem paga é o cidadão.
Mas quando é feita com seriedade, quem ganha é toda a sociedade.
O Tocantins merece essa mudança.
E ela começa com a escolha — e a postura — de cada um que decide entrar na vida pública.
Coronel QOPM Márcio Antônio Barbosa de Mendonça é pré-candidato à deputado federal pelo Republicanos.
Conheça: Natural de Goiânia, em Goiás, o Tenente-Coronel Márcio Antônio Barbosa de Mendonça é filho de Antônio Barbosa Filho, Coronel da Reserva da PMGO, e de Célia Mendonça Barbosa (em memória). Sua trajetória na Polícia Militar do Tocantins teve início em 1998, como cadete. Logo em seguida, realizou o Curso de Formação de Oficiais na Academia de Polícia Militar de Minas Gerais, concluindo a etapa em 2001, quando foi declarado Aspirante a Oficial.
Na estrutura da PMTO, ele ocupou funções estratégicas de grande responsabilidade. Entre os cargos de maior destaque na sua carreira estão o de Comandante do CPE, Chefe do Estado-Maior, Secretário-Chefe da Casa Militar e Comandante-Geral da corporação.
Trajetória Acadêmica e Especializações
Sua base educacional inclui o bacharelado em Segurança Pública pela Academia de Polícia Militar de Minas Gerais e diversas especializações de nível pós-graduação. Ele possui títulos em Segurança Pública pela Polícia Militar da Paraíba e em Segurança Pública, Cidadania e Direito pela FAC Unicamps. Além disso, é especialista em Gestão Tecnológica Educacional pela Polícia Militar da Paraíba.
No campo técnico e operacional, o oficial buscou aperfeiçoamento em áreas essenciais. Entre suas formações estão o curso de Segurança Física e Dignitários pela TEES Brazil, em Curitiba, o Curso de Tiro Policial Método Giraldi e o Curso de Identificação Veicular ministrado pela Polícia Rodoviária Federal. Ele também concluiu o CAEPE pela Polícia Militar de Goiás.
Atividade Docente e Contribuição Literária
Além da atuação operacional e administrativa, o Tenente-Coronel Barbosa dedica-se ao ensino na Polícia Militar do Tocantins. Ele atuou como instrutor de Legislação de Trânsito para turmas de formação e habilitação de oficiais, além de ministrar aulas em cursos de aperfeiçoamento de sargentos, cabos e soldados, abordando também legislações específicas da área militar.
Como autor, contribuiu para a literatura técnica com a publicação do livro "Estatuto PM/BM Comentado", obra escrita em parceria com o Maj. Sérgio Nunes, que serve como material de apoio e consulta para profissionais da área.




