UNIDOS PELA PAZ. MORADORES DE PORTO NACIONAL VÃO ÀS RUAS EM ATO DE APOIO E PROTEÇÃO ÀS MULHERES

PROTESTO - A população de Porto Nacional se mobilizou em memória da enfermeira Morgana Vieira Monteiro morta pelo ex - companheiro. " Nós sabemos que o poder público tem um papel importante nesse processo, mas também a gente precisa usar a consciência da sociedade, essa questão também de transmitir essa cultura de amor, de algo realmente que possa também ter essa defesa, mas também o respeito pela vida." frisou o prefeito Ronivon Maciel.

O ponto de encontro ocorreu na Praça do Centenário, reunindo lideranças comunitárias, movimentos sociais, coletivos de mulheres e moradores locais em uma marcha com foco na conscientização, na justiça e no combate ao feminicídio. A ação contou com o suporte da Prefeitura de Porto Nacional, por meio da Secretaria da Mulher, Desenvolvimento Humano e Juventude, em conjunto com as demais pastas do município. 

Ainda na praça, o público vestiu branco e lilás para pedir paz, portando balões, cartazes e faixas motivacionais. Em um momento de muita emoção, Morgana foi lembrada durante o evento com a leitura de sua biografia.

Após a concentração inicial, os cidadãos seguiram em caminhada pela Avenida Joaquim Aires. No percurso, houve manifestações coletivas e pronunciamentos de lideranças da sociedade civil e de órgãos representativos. Todos caminharam juntos até o Banco Vermelho, símbolo internacional de alerta e oposição à violência de gênero.

O prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel, e a secretária da Mulher, Thayse Ribeiro, participaram do ato e destacaram a dedicação do governo local no aumento de diretrizes voltadas à segurança e ao amparo das mulheres, pontuando que essa oposição precisa ser uma meta diária e constante. Jordana Vieira, vice-prefeita de Tocantínia e irmã de Morgana, também emocionou os presentes ao resgatar as memórias de sua irmã, cobrando respostas rápidas da Justiça e ações eficientes para evitar novos crimes.

Pelo Coletivo de Mulheres em Movimento, a Professora Conceição levou as demandas das frentes sociais, cobrando a urgência de que a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) passe a operar em regime de plantão ininterrupto de 24 horas.

Estavam presentes na mobilização representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário, agentes da Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, OAB, universidades e profissionais de saúde, dada a importância de uma estratégia unificada de proteção à mulher.

CANAIS DE AJUDA E DENÚNCIA

Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (Disponível 24h em todo o país)

Urgência e Emergência: Ligue 190 (Polícia Militar)