Na ocasião, o Arcebispo de Palmas, Dom Pedro Guimarães, apresentou aos parlamentares as diretrizes da ação que, neste ano, terá como tema central “Fraternidade e Moradia”.
Durante seu pronunciamento no plenário, o Arcebispo trouxe um panorama global e local preocupante. Citando dados da Organização das Nações Unidas (ONU), ele lembrou que mais de 1,8 bilhão de pessoas em todo o mundo carecem de uma moradia adequada. No contexto regional, dados do Cadastro Único (CadÚnico) de março de 2025 revelam que o Tocantins possui 394 pessoas vivendo em situação de rua, sendo que mais da metade desse total (204 pessoas) está concentrada na capital, Palmas.
Dom Pedro defendeu que a habitação é o alicerce para a garantia de outros direitos fundamentais, como segurança, privacidade, dignidade e convivência familiar. Segundo o líder religioso, a casa é o espaço essencial para o crescimento humano, o que torna a intervenção do poder público indispensável para garantir que as populações mais vulneráveis tenham acesso a esse direito básico.
Além de focar na dignidade das habitações, a campanha de 2026 também levanta o debate sobre a posse da terra e o acesso à casa própria. A preocupação se justifica pelos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2024, que mostram que 23,8% dos tocantinenses vivem de aluguel. Em Palmas, esse cenário é ainda mais acentuado, atingindo 44,9% da população, o que reforça a necessidade de políticas habitacionais mais robustas.
A recepção dos deputados estaduais foi de apoio à causa. Em seus discursos, os parlamentares da Aleto reconheceram a relevância social do tema, destacando que assegurar a moradia é o primeiro passo para que o cidadão possa acessar outros serviços públicos essenciais e viver com cidadania plena.


