INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A DÉCIMA EDIÇÃO DO PRÊMIO OBJETO BRASILEIRO DO MUSEU A CASA

ARTE BRASILEIRA - Na última edição, a Região Norte teve como destaque o Pará, com a Cuia de Cordas, de Andrea Bandoni, feita por biofabricação com fruto moldado em crescimento. No Acre, o Bracelete Pássaro, de Vanusa da Silva Lima, utilizou marchetaria em madeira reaproveitada inspirada na fauna amazônica. Em Tocantins, o projeto Luz Sobre o Artesanato de Tocantínia (no destaque), de Renata Piazzalunga com artesãos Xerente, valorizou fibras de buriti e capim dourado em tramas tradicionais. E no Amazonas, a Fruteira Canoa Pintas de Arraias, do Ateliê Escola Célio Arago, uniu entalhe e marchetaria em madeira reaproveitada com impacto social na formação de jovens.

O Museu A CASA do Objeto Brasileiro, sediado em São Paulo, acaba de dar a largada para a décima edição do Prêmio Objeto Brasileiro. A badalada iniciativa celebra o que há de melhor no design e na produção artesanal contemporânea do país. Com as inscrições abertas pelo site oficial da instituição, o prêmio atrai os olhares de artesãos, designers, artistas e coletivos criativos dos quatro cantos do Brasil. “Acreditamos que o objeto artesanal brasileiro carrega histórias, territórios e conhecimentos que atravessam gerações. O prêmio nasce justamente para dar visibilidade a essa riqueza e mostrar como o encontro entre artesanato e design pode gerar soluções criativas, inovadoras e profundamente conectadas à nossa cultura”, afirma Renata Mellão, idealizadora do prêmio e fundadora do Museu A CASA.

Realizada a cada dois anos sob o olhar da fundadora Renata Mellão, a premiação se consolidou como uma das principais pontes entre os saberes tradicionais e a inovação estética. Para marcar esta edição histórica, o evento traz uma novidade especial, a categoria Novos Talentos, voltada para estudantes e recém-formados das áreas técnicas e criativas.

Desde 2008, o Museu A CASA sediado em São Paulo, realiza o Prêmio Objeto Brasileiro, um dos principais reconhecimentos do setor, voltado para a produção artesanal contemporânea. Com nove edições realizadas, o prêmio já recebeu quase duas mil inscrições, destacando a inovação e a excelência do fazer artesanal no Brasil.

A diretora artística Mariana Lorenzi frisa que a proposta é justamente incentivar os jovens a explorarem o fazer manual como uma linguagem potente. Além dos estreantes, o prêmio mantém o seu radar em outras três frentes. A categoria Objeto de Produção Autoral avalia o trabalho individual e conceitual de mentes brilhantes do mercado. A vertente Objeto de Produção Coletiva exalta os processos colaborativos de associações e comunidades. E a modalidade Ação Socioambiental premia projetos que transformam territórios com impacto cultural e econômico.

Os grandes vencedores de cada categoria receberão um prêmio em dinheiro no valor de cinco mil reais. O júri técnico também vai selecionar cerca de vinte e cinco finalistas para uma exposição coletiva exclusiva. A mostra de arte tem estreia prevista para novembro deste ano na sede do museu paulistano, data em que os convidados se reúnem para a sofisticada noite de premiação. As inscrições seguem concorridas até o dia trinta e um de maio. 

O Museu anunciou também o júri técnico formado por cinco profissionais convidados, Artur André Lins, Daniela Vasconcelos, Helena Kussik, Loli Furtado e Luly Vianna. Tim-Tim.