O PASSEIO COM ALMA DE FÁBIO LOPES PELAS RELÍQUIAS MINEIRAS

Empresário de sucesso no mercado imobiliário e Chanceler da Cúria Diocesana de Araguaína, Fábio Lopes deu uma pausa na agenda para dias de contemplação. O destino? As alamedas carregadas de história de Tiradentes, em Minas Gerais.

Em registros compartilhados com esta coluna, Fábio aparece explorando a arquitetura barroca das igrejas e os pontos de fé que tornam a cidade única. Ele, que é historiador e turismólogo de formação, entende o valor dessas construções para renovar suas energias e a devoção que guia sua trajetória.

Curiosidades…

Pouca gente nota, mas Tiradentes possui diversas "janelas de esquina" que funcionavam como o feed social da época. Elas permitiam que as famílias acompanhassem quem chegava à cidade sem serem vistas. Ao contrário de Ouro Preto, onde o foco era o ouro, em Tiradentes o luxo era a visibilidade. Comentar sobre o "ângulo de visão" dessas sacadas traz um tom de insider histórico.

A Matriz de Santo Antônio tem um dos órgãos mais antigos do mundo, mas o detalhe inédito é o uso do pó de baleia na argamassa. Esse componente, trazido do litoral, ajuda na preservação térmica e acústica, fazendo com que o som do órgão e o próprio silêncio da igreja tenham uma densidade diferente. É o que chamamos de "luxo invisível".

Enquanto todos olham para as fachadas, o segredo está nos Chafarizes de São José. A engenharia que levava a água da Serra de São José até o centro da cidade era tão avançada que funcionava por gravidade pura, sem bombas, criando um "ar condicionado natural" nas alamedas onde a água passava por canais subterrâneos.